HΓ‘ dias em que o peso Γ© maior. NΓ£o Γ© a rotina, nem o trabalho, nem o relΓ³gio que insiste em avanΓ§ar. Γ algo mais profundo, mais antigo. Um cansaΓ§o que vem de dentro, de todas as batalhas que ninguΓ©m viu, de todas as vezes que os pΓ©s continuaram a andar mesmo quando o coraΓ§Γ£o queria parar.
NΓ£o hΓ‘ heroΓsmo nisso, sΓ³ necessidade. A vida nΓ£o espera, nΓ£o abranda, nΓ£o pergunta se ainda hΓ‘ forΓ§as. Ela empurra. E quem nΓ£o aprende a resistir, fica pelo caminho. HΓ‘ escolhas que nΓ£o se fazem por querer, mas por obrigaΓ§Γ£o. Cortar laΓ§os, deixar para trΓ‘s, seguir sem olhar. NΓ£o porque se quer, mas porque Γ© o que precisa de ser feito.
As mΓ£os carregam marcas invisΓveis. NΓ£o sΓ£o feridas que sangram, mas memΓ³rias que pesam. Γ o eco das decisΓ΅es difΓceis, dos sacrifΓcios feitos em nome de um amanhΓ£ que ainda nΓ£o chegou. E, mesmo assim, segue-se. NΓ£o porque hΓ‘ certezas, mas porque parar nΓ£o Γ© opΓ§Γ£o.
A vida nΓ£o Γ© gentil, nem justa. Mas, no fundo, talvez nem precise ser. Γ dura, crua, e ensina Γ forΓ§a aquilo que poucos tΓͺm coragem de aprender: que resistir nΓ£o Γ© sobreviver. Γ seguir, mesmo sabendo que o peso nunca desaparece.
οΎοΎα―Χκ«
Aka PuΓ±eta
2024-12-04 00:30:10 +0000 UTC