Quando decides despir-te, nΓ£o estΓ‘s apenas a tirar a roupa. EstΓ‘s a mandar Γ merd4 todas as vozes que te tentam dizer como deves ser.
EstΓ‘s a largar o peso dos olhares crΓticos, das opiniΓ΅es que nunca pediste, e a mostrar a mulher que sempre esteve aΓ, escondida debaixo de toneladas de expectativas.
Fazem-te sentir que Γ© errado, que Γ© vulgar, que nΓ£o devias.
O nu artΓstico nΓ£o Γ© sobre exposiΓ§Γ£o, Γ© sobre liberdade.
Γ sobre te olhares ao espelho e finalmente veres quem Γ©s sem filtros, sem desculpas.
Γ sentires o teu corpo como ele Γ©, cada curva, cada marca, cada cicatriz β porque sΓ£o todas partes de ti, da tua histΓ³ria. E queres saber? Se alguΓ©m nΓ£o gosta, fod4-se!
Vivemos num mundo que faz de tudo para nos envergonhar, para nos fazer sentir que o nosso corpo Γ© um problema, que temos de esconder, corrigir, adaptar. Mas quando te despes para uma sessΓ£o de nu artΓstico, nΓ£o estΓ‘s sΓ³ a tirar a roupa, estΓ‘s a despir todas as expectativas dos outros, estΓ‘s a dizer que jΓ‘ chega.
JΓ‘ chega de te moldares ao que esperam de ti.
Quem decide despir-se assim, sem mΓ‘scaras, Γ© quem se quer reencontrar. Γ quem estΓ‘ farta de viver para agradar aos outros, de esconder quem realmente Γ©. No final, quando vestes a roupa outra vez, jΓ‘ nΓ£o Γ©s a mesma. Γs mais forte.
Levas contigo a certeza de que Γ©s dona de ti mesma, do teu corpo, da tua histΓ³ria.
Obrigado πͺ½